O QUE É DANÇA DO VENTRE


Por Rhamza Alli

“A dança do ventre é uma expressão poética do corpo cheia de gestos e significados. É uma celebração a feminilidade, desenvolvida por mulheres e para mulheres.” (Rhamza Alli)

A história da dança do ventre é tão antiga quanto a história do homem, ou melhor, da mulher. É a primeira dança feminina de 

que se tem registro. Enquanto as outras danças eram executadas pelos homens e claramente ligadas à sobrevivência 

(chuva, caça, etc), desenhos em cavernas de mulheres dançando, mostram-nas com ventre em evidência. 

Os movimentos de contração, ondulação e vibração foram desenvolvidos pelas mulheres e para as mulheres em função de aliviar dores menstruais e preparar os músculos para a sustentação da gestação e o trabalho de parto, também como um culto à Grande Deusa (natureza) em prol da fertilidade - do ventre e da terra.

Mas, afinal de contas, o que é a dança do ventre? O único e verdadeiro significado desta dança, é o poder de criação incutido nela, a fertilidade, a gestação, a maternidade. Ocasiões festivas como casamentos, colheitas, aniversários, festas religiosas, bênçãos, curas, afazeres do dia-a-dia, enfim, tudo que faz parte da vida é comemorado com música e dança por esse povo, cada região, cada tribo, com suas tradições e particularidades, mas sempre honorando à vida.

Como é a Dança do Ventre

A Dança do Ventre consiste em alguns movimentos de vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem todo o corpo.

O shimmy (vibração) de quadris é o movimento mais conhecido, mas, na realidade, o fundamento da dança do ventre é o controle abdominal e o isolamento das partes do corpo. Uma vez que se atinge estes dois princípios básicos, os movimentos acima citados estendem-se às outras partes

do corpo: quadris, torso, ombros, braços, cabeça e pescoço isolados ou em diversas combinações.

Uma dança do ventre tradicional inclui movimentos lateralizados e retos de pescoço, quadris e torso, ondulações de braços e mãos, tremidas suaves e rápidas de ombros, seios e quadris, movimentos circulares do torso com caídas e acentuações emendadas com ondulações de peito e abdômen. Movimentos vibratórios de extensão e contração dos músculos abdominais isolados ou combinados com os pélvicos. As figuras "círculo" (início da vida) e "oito" (infinidade da vida) são amplamente usadas em diversas dimensões, também isoladas ou em combinações.

Além de todos os movimentos básicos, a dança deve aflorar e ser acrescida de giros, cambrées, espirais, trabalho de chão. Apesar do nome dança do ventre, podemos chamá-la de Dança do Corpo, pois movimenta todo o corpo por dentro e por fora. As pernas e pés, são usados, entretanto apenas para a sustentação e o deslocamento da bailarina, sem ênfase em seus movimentos como se a bailarina fosse uma serpente.





A dança do ventre é caracterizada por movimentos suaves e fluidos, dissociando e coordenando diferentes do corpo de cada vez. Enfatiza os músculos abdominais e do tronco, com movimentos de tórax e os ombros, e também ondulações com os braços. Os movimentos ondulatórios e rotativos lentos muitas vezes simbolizam tristeza, enquanto que os movimentos rápidos, com choque e vibração, expressam alegria.

Também conhecida como dança oriental ou dança árabe, ela conecta profundamente a mulher com a sua feminilidade, pois os órgãos internos são estimulados através de movimentos específicos da região pélvica, abdominal e da respiração, ajudando, desta forma, a descobrir o prazer de ser mulher.

Aumenta a feminilidade. Ajuda a se conectar à essência do feminino, permitindo ao mesmo tempo explorar seu poder de sedução, e a superar os preconceitos impostos pela sociedade. O erotismo existe apenas aos olhos de quem vê.

Não há idade, peso ou medida para começar. A dança oriental é adequada para todas as idades e para pessoas de qualquer constituição, pois a dançarina é quem controla as exigências físicas.